Entrevista com o pós-júnior Marcelo Saade Amato

Como foi sua experiência na empresa Júnior e qual foi seu plano de carreira?

Em 2009 e 2010, ajudei a idealizar a Biossistec Jr e em 2011 iniciei minha carreira na empresa Júnior, na função de Trainee.

Com pouco tempo e muito esforço, assumi o cargo de gerente do Departamento Administrativo e Financeiro, sendo promovido posteriormente a Diretor do Departamento.

Após retornar de um intercâmbio na UIUC (EUA), atuei como Vice-Presidente, suportando a Mariani Cavalini e o time de Diretores. Na gestão 2013-2014, meu último ano de Faculdade, gerenciei a Biossistec Jr na função de Diretor-Presidente.

Minha experiência na empresa Júnior foi sempre muito positiva, considerando as conquistas e também os desafios, que permitiram o desenvolvimento das minhas competências profissionais.

Como a empresa júnior e seu desenvolvimento nos departamentos influenciou na sua carreira?

Estou certo que a Biossistec Jr foi muito importante para meu desenvolvimento de carreira.

Com as disciplinas da Engenheira de Biossistemas, aprimorei meu conhecimento técnico e acadêmico. Com a Biossistec Jr, aprendi sobre o mundo corporativo e competências necessárias para o sucesso fora do mundo acadêmico.

Pela minha experiência como formado, observo que são poucas as pessoas que saem da faculdade sabendo liderar uma reunião de alta performance, definir metas/estratégias, fazer follow-up de ações, engajar o time e comunicar-se com clareza com os clientes.

O nome “Universidade de São Paulo” me abriu portas em muitas empresas – mas para ocupá-las e conseguir crescer, precisei de conhecimentos comportamentais que obtive na Empresa Júnior.

A bagagem adquirida na Biossistec Jr me ajudou a conseguir, e ter sucesso, em vagas de intercâmbio, bolsas de monitoria e iniciação científica-tecnológica, estágios e também a ser efetivado na empresa que trabalho hoje.

Quais foram seus desafios e como a empresa o auxiliou para superá-los?

Eu trabalhei na Biossistec Jr quando não havia sequer 1 engenheiro(a) de Biossistemas formado(a). Naquela época, os desafios eram muitos, incluindo a própria definição das capacidades desse profissional. Trabalhar em uma startup inclui conviver diariamente com o dinamismo e incertezas.

De 2011 para 2014 houve uma alta oferta de bolsas acadêmicas e vagas para intercâmbios. Sempre busquei recrutar e trabalhar com as pessoas mais competentes do curso – e a disputa por reter os talentos não foi fácil.

Nas funções que desempenhei dentro da empresa, busquei estruturar meus planos, definir metas e participar da execução, junto com os times. Observei que agindo assim todos compreendiam a importância das ações, sendo inspirados pela liderança e gerando o comprometimento necessário para o sucesso.

Um grande aprendizado foi que durante o início da empresa, nós não tínhamos suporte e orientação interna – pois estávamos todos aprendendo. Por diversas vezes, precisávamos pesquisar, criar e ter garra/resiliência para perseguir os planos definidos. Aprendi algo que sempre me ajuda: quando se tem um objetivo claro e uma vontade genuína de se cumpri-lo, é possível realizar o que, naquele momento, pode parecer impossível para as outras pessoas.

Qual sua atual colocação no mercado de trabalho?

Atualmente, trabalho na Bayer Crop Science, na produção e beneficiamento de sementes de milho híbrido.

Ocupo a cadeira de Engenheiro de Produção, com foco nos processos de Classificação, Remoção de impurezas, Tratamento químico, Ensaque e Paletização robotizada.

Gosto de refletir sobre como a Engenharia de Biossistemas me ajudou a desenvolver o conhecimento e sensibilidade para produzir sementes – seres vivos em sua forma mais frágil e vulnerável, que exigem processos industriais minuciosos para garantir a conservação do seu potencial fisiológico e genético.